Q

O Q atual vem do Qoph fenício que foi adaptado para o alfabeto grego com a letra Qoppa. O Qoph representava o fonema /q/ (oclusiva uvular surda), que era um som comum nas línguas semíticas, porém raro nas línguas indo-européias como o grego. Então provavelmente o som /q/ virou uma oclusiva velar surda labalizada (IPA:[kʷ]). Depois o /kʷ/ mudou para uma oclusiva bilabial surda (IPA:[p]) e depois ficou aspirada (resultando em um /pʰ/). Então Qoppa se transformou em duas letras: Qoppa, um número e o Phi (Φ) que representava o fonema aspirado /pʰ/, que depois, no grego moderno, se transformou em uma consoante fricativa labiodental surda (IPA:[f]). O Q etrusco foi derivado do Qoppa grego, mas só era escrito junto com V formando o som /kʷ/. Do Q etrusco surgiu o nosso Q latino, que no português é usado em conjunto com o U (antes de A, E, I e O - a trema foi abolida após a reforma ortográfica) para formar o som de /ku̯/ e em conjunto com U (antes de E e I) para formar o som de /k/.

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